47 jan.2004   

   
           

20/01/2004 - Um novo ano se inicia, com novas esperanças e expectativas. Qualquer tentativa de realizar um prognóstico é mera especulação. Se dissermos que "não pode ficar pior", vai aparecer um chato para provar o contrário. Se dissermos que é impossível melhorar, é o mesmo que admitir que não cremos na natureza humana (ou em milagres). Portanto, não vamos dizer nada. Vamos nos contentar com as baladas de Alan Jackson, os velhos (tá na hora de voltar!) sucessos de Garth Brooks, as belas vozes do casal Faith Hill e Tim McGraw (também não vou prever se estarão juntos todo ano de 2004...), a irreverência das Dixie Chicks, o honky tonk de Dwight Yoakam, a voz de barítono de Toby Keith (I love This Bar...), o carisma de George Strait, o estilo caipira de Brooks & Dunn, a entonação certinha de LeAnn Rimes, a classe de Randy Travis, a competência de Shania Twain, o bom humor dos Mavericks, o encaixe sonoro perfeito do grupo Lonestar, a bela carreira artística (cantoras e atrizes) de Dolly Parton e de Reba McEntire e a capacidade de muitos outros astros de primeira grandeza do grandioso mundo da música country. Viva 2004!

   
             
   

 

Algumas pessoas são presenteadas com dons excepcionais e recebem uma missão especial nesta vida. Trilham caminhos diferentes dos demais mortais. A história nos mostra estes personagens e narra seus feitos, como que a demonstrar  a veracidade dessas palavras. Em vários segmentos da atividade humana isto é uma realidade e na música moderna, com certeza, Shania Twain, a diva sublime da música country, é o maior exemplo. Nascida Eileen Edwards, no Canadá em 28 de agosto de 1965, ela foi criada em Timmins, Ontário, a uns 800 km de Toronto, onde moravam seu pai adotivo (Jerry Twain - um indio Ojibway) e sua mãe Sharon. Ela era a 2ª de 5 irmãos e desde cedo se interessou por música, escrevendo e compondo canções, dedilhando seu violão, até não suportar mais a dor. Sua mãe logo percebeu que a filha era especial, tanto que desde os 8 anos ela se apresentava em programas de TV, Centros Comunitários, clubes (antes do horário permitido para servir bebidas alcoólicas), expondo sua bela voz, acompanhada de bandas locais. Já mais crescidinha, Eileen acompanhava seu pai (chefe de uma equipe de reflorestamento) em empreitadas pelas matas da região, onde aprendeu a manejar com destreza o machado e a serra elétrica (talvez o motivo do excelente preparo físico que ostenta). Em 1987, antes de completar 22 anos, perdeu os pais num acidente de carro e mudou-se com os irmãos para Ontário, onde arrumou um emprego no Deerhurst Resort, o que lhe permitiu, além de ajudar os irmãos, aprimorar seus conhecimentos de artes cênicas, performance teatral e comédia musical, que tem lhe sido de grande valia no atual estágio de sua carreira.

Três anos mais tarde, com os irmãos encaminhados, abandonou o nome original e adotou o nome indígena de Shania (que significa "estou no meu caminho"), com o sobrenome do pai adotivo (Twain). Foi para Nashville e assinou contrato com a Mercury Records, que logo percebeu a jóia que tinha nas mãos. Seu primeiro disco não foi aquele sucesso mas serviu como aprendizado. Em 1993, após fazer contato telefônico com Robert John "Mutt" Lange, produtor do grupo Def Leppards, de Bryan Adams e outros astros do rock, acabou encontrando-o na Fan Fair, em Nashville. Seis meses depois estavam casados e a admiração que Robert confessara pela voz da moça, acabou levando-o a abandonar tudo e dedicar-se à carreira da esposa. Daí em diante, sempre com composições próprias ou em parceria com o marido, Shania estourou como  a maior cantora country (e de outros estilos, também!) dos tempos atuais. Seus discos vendem como água, seus shows estão sempre com a lotação esgotada (e olha que em 2003 foram pra mais de 100) e os primeiros lugares das paradas são espaços freqüentados com assiduidade.  Esta é a campeoníssima SHANIA TWAIN que, aos 38 anos, após muita luta, perseverança e competência, alcançou o degrau mais alto do estrelato, com inegável reconhecimento público e, porque não dizer, presenteando-nos, simples mortais, com sua estonteante beleza! (falaremos mais de sua vida nas próximas edições).


Dia 29 de janeiro de 2004, começa uma das turnês mais esperadas do ano. Alan Jackson e Martina McBride realizam mais de 30 espetáculos, numa das mais eletrizantes excursões artísticas  da música country. Foram escolhidas grandes cidades, desde Denver no Colorado, Philadelphia na Pensilvânia, Providence e Birmingham no Alabama, etc.. Os vencedores do último CMA Awards, nas categorias de melhor vocalista masculino e melhor vocalista feminino, prometem, juntos, realizar espetáculos inesquecíveis para quem conseguir adquirir ingressos para os shows que, sem dúvida, devem ser muito concorridos.

Para os fãs e para aqueles que pretendem se tornar fãs, relacionamos a seguir a discografia solo (pois existem muitas participações em coletâneas e discos especiais que não relacionamos por falta de espaço) dos dois astros da elite da country music:

ALAN JACKSON:

Greatest Hits Vol. II (12/08/03); Let It Be Christmas (05/11/02); Drive (15/01/02); When Somebody Loves You (07/11/00); Under The Influence (26/10/99); High Mileage (01/09/98); Everything I Love (29/10/96); The Great Hits Collection (24/10/95); Who I Am (28/06/94); Honky Tonk Christmas (12/10/93); A Lot About Livin' And a Little 'Bout Love (09/10/92); Don't Rock The Jukebox (14/05/91); Here in The Real World (27/02/90); Alan Jackson: New Traditional (1987).

MARTINA MCBRIDE:

Martina (30/09/03); White Christmas (BMG Special - 01/09/03); White Christmas (RCA Records - 01/09/02); Greatest Hits (18/09/01); The Time Has Come (BMG Special - 12/10/99); Emotion (14/09/99); Evolution (26/08/97); Wild Angels (26/09/95); The Way That I Am (14/09/93).

Os trabalhos destes artistas, se não forem encontrados na sua discoteca preferida, podem ser adquiridos pela Internet, inclusive através de nosso parceiro CDUNIVERSE


  • (Mais) Um DVD  de Respeito

ALAN JACKSON - GREATEST HITS II

Neste DVD de Alan Jackson, matamos as saudades de 6 de seus melhores clips musicais, inclusive do sucesso de 2003 "It's Five O'Clock Somewhere", em parceria com Jimmy Buffett.

Apesar de só possuir seis interpretações de Alan, o DVD vale à pena em função do seu valor: cerca de 6 dólares (depende do local da compra). O som e a imagem são de primeira e serve para manter em arquivo grandes sucessos da carreira de Alan Jackson.

Além da música citada acima, o DVD traz: "I'll Go On Loving You"; "Little Bitty"; It's Alright To Be a Redneck"; "When Somebody Loves You" e "Where Were You (When The World Stopped Turning)". (visite a CDUNIVERSE).



Saiba um pouco sobre Nashville e a música country

 

 


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Depois de 8 anos na Internet, veiculando notícias e opiniões sobre o mundo country, concluímos que precisamos dividir este fardo com nosso público. Neste período, que parece uma eternidade (considerando-se que o tempo na Internet passa mais rápido), tivemos a companhia de muitos colaboradores, aos quais muito agradecemos. Porém, também, deixamos passar uns tantos outros, bem como (e disso temos consciência), deixamos muitos amigos sem uma resposta satisfatória. Não podemos mais conduzir este singelo informativo, sem aperfeiçoarmos nossos mecanismos de comunicação com nosso público. Assim sendo, para que possamos permanecer na rede, desejamos lançar um apelo àqueles que desejarem nos ajudar: remetam matérias sobre música country, música sertaneja, música caipira, sobre grupos, bandas, cantores e cantoras de sua região, de seu conhecimento ou que tenha apreciado.

Matérias sobre o mundo do campo, sobre agricultura e pecuária, rodeios, exposições e festas, também são bem vindas.


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Billy The Kid (Henry Mc Carty, aliás Kid Antrim, aliás William H. Bonney, aliás Billy The Kid) foi para o Oeste, nos idos de 1870, através do Texas e sudeste do Novo México. Assim como Frank e Jessie James  e os irmãos Younger, a verdadeira história de Billy The Kid ainda é um mistério a ser esclarecido, considerando que os períodos da Guerra Civil americana e o pós guerra foram tempos lendários, aproveitados por quem precisava achar desculpas para seus atos, justificar certas ações ou mesmo motivar a opinião pública. Dizem que o xerife Pat Garrett conseguiu capturar Billy The Kid em 14 de julho de 1881, em Old Fort Summer e conta a história que o fora da lei mais procurado do oeste foi covardemente assassinado por seu captor. Muitos mistérios cercaram a vida de Billy e ainda desafiam os historiadores, inclusive a fama de apreciador dos salões de dança, onde sempre que podia ou a lei permitia, bailava ao som dançante do honky tonk. Tempos difíceis, aqueles...


UM POUCO DE CADA UM

Don Williams

A tendência é a diminuição do número de artistas clássicos na música country americana, e entre os que restam, certamente, incluímos Don Williams.  Com um timbre de voz de barítono, ao mesmo tempo forte e suave, seu canto se assemelha à intimidade de um velho amigo a nos confidenciar coisas da vida, ao mesmo tempo em que nos estende sua mão quando necessitamos.
Sem dúvida Williams tem o dom especial dos artistas talentosos que possuem a clarividência de escolher, sempre, canções que falam ao coração do público.
Assim são os hits Good Ole Boys Like Me, I Believe In You, Love Is On A Roll, Amanda e Tulsa Time.

Segundo Don, quando se dedica mais de 25 anos de sua vida a um ideal, o principal objetivo é não se tornar repetitivo, ao mesmo tempo em que se mantém fiel à proposta inicial. E essa, segundo ele, é  a maior dificuldade: “como continuar a ser aceito pelo público, tocando pra frente uma carreira solo, sem renegar suas origens”. “Mas, graças a Deus, as pessoas ainda acreditam em mim”, afirma Don.

Para Don Williams o importante  é “transmitir com sinceridade os prazeres e sentimentos que você possui no seu estoque de emoções, mesmo que as pessoas, às vezes, achem você meio devagar”. “Não adianta produzir qualquer coisa”, afirma.

O que as pessoas esquecem é que a música country é feita de emoções reais, momentos reais da vida das pessoas. São canções reais. E Don Williams é mestre em captar estes momentos, com sutileza e habilidade, transformando-os em belas páginas de poesias e pautas musicais.
E seu compromisso com a qualidade nunca esmorece. “Isso é simples: eu quero fazer as melhores canções possíveis, independente se vai ser a primeira ou última canção do disco”. “Eu não gosto de descuidar de nenhuma delas, todas são especiais e assim eu também procuro agir durante as gravações”, complementa Don.

“Após um dia no estúdio ou no palco, a energia que eu emprego é a mesma”. “A carga de emoção que uma história carrega, independe se você está num estúdio ou num palco; sua obrigação de dar o melhor de si é a mesma”.

Para o homem que começou nos anos 60 com o grupo “Pozo Seco Singers”, “não há graça em se fazer música se não se estiver comprometido com a sua mensagem”. Como não se cansa de transmitir em suas músicas, “há apenas a emoção, a emoção certa, e isso é tudo”
Simples.
Direto. Ao ponto. Esse é o estilo de Don e essa é a filosofia que o levou a ser apreciado, conhecido e reconhecido no mundo country, estejam os fãs no Zimbabwe, na Austrália, na Inglaterra, em Mônaco, na Finlândia ou no Brasil.

Completando, Don Williams ratifica: “meu público sabe que eu faço música country universal, para as pessoas que gostam de música country, estejam elas onde estiverem”. “Esse é o meu trabalho e eu procuro fazê-lo bem”. “Não faço música, apenas, para Nashville…”


O QUE VOCÊ ACHA?

Estamos querendo promover um encontro com apreciadores de música country em Brasília, com  a finalidade de trocar experiências e dividir informações (sobre artistas, CDs e mostrar alguns Vídeos). Inclusive com a realização de sessões de vídeos de shows musicais, para apreciadores da música country.

Se você é da região e tem disponibilidade e vontade de participar, diga o que pensa dessa idéia? Mande-nos um e-mail.

Quem sabe, no futuro realizemos um encontro nacional!
 

 

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George Strait personifica  a verdadeira música country. E como bom e digno representante do estilo que mais apreciamos, sempre está nos primeiros lugares das paradas. Assim também é com a música "Cowboy Like Us", de seu CD "Honkytonkville". A letra da canção transcrevemos a seguir:

Cowboys Like Us - George Strait
Compositores: Anthony Smith/Bob DiPiero


I take off time to time, with those crazy friends of mine
   
Head out on steel horses, with wheels and we ride
 
We burn up that road to old Mexico
   
Blend in with the desert, just we amigos
    
And we roll

Coro:
           
Cowboys like us sure do have fun
          
Racin' the wind, chasin' the sun
                  
Take the long way around back to square one
              
Today we're just outlaws out on the run
              
There'll be no regrets, no worries and such
           
For cowboys like us

(fim do coro)

We talk about livin', babies, and women

All that we've lost and all we've been givin'
 
We sing about true love, lie about things we ain't done

Drink one more cold one, come mornin' get up
    
And we roll

CORO

Solo

CORO

Cowboys like us


Tim McGraw

2003 foi um ótimo ano para Tim. Completou a surpreendente cifra de 20 músicas colocadas em primeiro lugar nas paradas, desde 1993, ou seja, em 10 anos de carreira. Além delas, mais sete frequentaram os dez primeiros lugares entre as melhores. Vendeu mais de 27 milhões de discos, continuou casado com a belíssima (estou falando da voz...) Faith Hill, que também é sucesso garantido na música country (sorte em dobro...).

Quando Tim trocou o futebol americano pela música, acertou em cheio (ou teve muita sorte...). O que importa é que a empatia com o público foi instantânea e ele soube aproveitá-la.

No  último dia 12 de dezembro de 2003, Tim foi um dos convidados para o show de entrega do Prêmio Nobel da Paz de 2003, na cidade de Oslo, na Noruega. A agraciada, a iraniana Shirin Ebadi, foi homenageada com um belo espetáculo, do qual participaram, além de Tim, Robert Plant, The Chieftains, Craig David e muitos outros, incluindo os mestres de cerimônia Michael Douglas e Catherine Zeta-Jones. "Para mim, que tenho três filhas, poder homenagear a figura desta incrível iraniana, é uma experiência que passarei às minhas meninas com muito orgulho e emoção", disse Tim. Shirin Ebadi foi escolhida pela sua atividade em prol da democracia e dos direitos humanos. O show foi gravado para passar no dia 21 de dezembro, pela TV a cabo A&E (nos EUA, pois pra América Latina só Deus e o Papai Noel sabem...).

Vamos acompanhar o 2004 de Tim e de Faith Hill...


Winonna Judd

A cerimônia de casamento de Wynonna foi realizada no dia 22 de novembro de 2003, para 60 convidados especiais. A cantora casou-se com seu guarda-costas, D. R. Roach, na presença de sua mãe, a também cantora Naomi Judd e sua irmã, Ashley Judd. Seu primeiro casamento, com Arch Kelly, um homem de negócios, aconteceu em 1996 e terminou em 1999. Esperamos que a portentosa intérprete da country music seja feliz nessa segunda tentativa de se amarrar a alguém...


>>>>>>>>>  Esta é uma parte da nossa revista on-line, que tem por objetivo despertar consciências para o descaso dos meios de comunicação no Brasil para com a música country e música de raiz. E nada melhor para isso do que mostrar:
 

O QUE NÓS ESTAMOS PERDENDO! (ou já perdemos...)


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Tim McGraw na festa de fim de ano de Dick Clark. Dia 31, na ABC TV, Tim McGraw e muitos outros ídolos da música, na tradicional festa de passagem do ano. 

 --- Dia 21 de dezembro de 2003 foi dia de Dolly Parton e Melissa Etheridge, duas lendas vivas da música contemporânea, no CMT Crossroads, as 7 da noite.

--- Emmylow Harris comemorou as festas de fim de ano com duas apresentações no Opry, no Auditório Ryman, em Nashville, nos dias 26 e 27 de dezembro.

Falando sério, dava pra ocupar toda esta edição só com eventos de country music que acontecem por lá, mas pra não aumentar nossa raiva, vamos ficar por aqui!





 

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